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Setembro Amarelo – É preciso estar atento aos sinais

A pandemia do coronavírus impacta de diferentes maneiras a vida de cada um. Os desafios são muitos e é necessário lançar luz sobre as pessoas que sofrem com algum problema de saúde mental. A depressão atinge quase 12 milhões de brasileiros. Os números são da Organização Mundial da Saúde que aponta a doença como a mais incapacitante do mundo e a segunda principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade.

No mês de setembro acontece a campanha nacional de conscientização e prevenção ao suicídio. Para falar sobre o assunto, ouvimos a psicóloga Érica Nunes, responsável pelo grupo de apoio psicológico do escritório, o Oxigena.

O grupo realiza encontros semanais em ambiente virtual e foi idealizado para apoiar os funcionários neste momento de pandemia, durante o qual lidar com diversas questões torna-se um desafio ainda maior.

Suicídio é um assunto bem delicado, mas evitar o tema não é uma forma de prevenção, segundo a psicóloga. Ela afirma que falar corretamente sobre a questão e observar mudanças no comportamento de quem nos cerca são os melhores caminhos para ajudar a salvar vidas.  “O suicídio é complexo e envolve muitos contextos. Ao ouvir alguém falar: “eu queria que tudo acabasse, queria morrer. É necessário dar importância e oferecer ajuda”, enfatiza Érica.

Ela aponta algumas mudanças mais frequentes no comportamento de quem pensa em tirar a própria vida: isolamento (não confundir com o distanciamento imposto pela pandemia); perda de interesse por atividades que gostava; desleixo com a aparência; queda no rendimento do trabalho ou da escola; alterações no sono e no apetite. “Aquela frase ‘quem quer se matar não avisa’ é lenda, não é bem assim. Alguns dão o recado, mas são relevados pelas pessoas que estão no entorno”, diz a psicóloga.

A campanha do Setembro Amarelo foi idealizada em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O objetivo é quebrar tabus e tentar reverter a realidade do número de casos do País: 32 brasileiros se suicidam por dia.

“O mês de setembro é apenas um período marcado no calendário, mas a atenção e o zelo com as pessoas poderiam se estender pelo ano inteiro. Para além de toda ação destrutiva do novo coronavírus, há uma grande chance de reconciliação coletiva, todos cuidando de todos. Podemos redirecionar nossas prioridades, numa ética empática e inclusiva. Essa decisão também está em nossas mãos e pode sim, nos contagiar”, acredita Érica.

 

Ações Internas 
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No escritório Ivo Barboza & Advogados, além da criação do grupo de apoio psicológico Oxigena, outras ações marcaram a campanha do Setembro Amarelo. Uma publicação interna foi elaborada toda voltada para tratar da questão e, no dia 10 de setembro – Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio – todos os funcionários tiveram a oportunidade de receber uma planta acompanhada por uma mensagem de valorização da vida.

 

Números no Brasil
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De cada 100 brasileiros, 17 já pensaram, em algum momento, em tirar a própria vida. Desses, cinco planejaram o suicídio, três tentaram e um chegou a ser atendido em emergência, segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) – 2019.

 

Mitos sobre o suicídio
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  • Suicídio é uma decisão individual e de livre arbítrio.
  • Quando uma pessoa pensa em suicídio, terá esse risco para sempre.
  • Tentar suicídio é apenas uma ameaça.
  • Não se deve falar sobre o tema.
  • A mídia não deve abordar o assunto.

 

Como surgiu o Setembro Amarelo?
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Foi uma homenagem a Michael Emme, 17 anos, do Colorado (USA). Ele era conhecido como “Mustang Mike” porque comprou o carro antes de ter idade para dirigir. O jovem estava restaurando o veículo e pintou a carroceria de amarelo brilhante. Ele era generoso e bem humorado. Em 8 de setembro de 1994 os pais encontraram o filho dentro do carro já sem vida. Michael havia dado um tiro em si mesmo.
CVV – 188
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Você pode conversar com um voluntário do CVV – Centro de Valorização da Vida ligando para 188 de todo o território nacional, 24 horas todos os dias de forma gratuita

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio sob total sigilo também por email e chat 24 horas. O serviço é gratuito. Acesse aqui: https://www.cvv.org.br/ 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Érica Nunes é a psicóloga que conduz o grupo de apoio Oxigena.

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