Escritório Ivo Barboza promove conversa com mulheres inspiradoras: Bianka Carvalho e Margarida Cantarelli

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Escritório Ivo Barboza promove conversa com mulheres inspiradoras: Bianka Carvalho e Margarida Cantarelli

 

No mês dedicado às mulheres, o escritório Ivo Barboza& Advogados Associados promoveu uma roda de conversa com duas referências profissionais no segmento em que atuam.

As convidadas para esse encontro que aconteceu no último dia 25 de março – a jornalista Bianka Carvalho e a advogada Margarida Cantarelli – são exemplos de pernambucanas inspiradoras, que despertam o interesse de outras mulheres a assumirem suas vontades na realização pessoal e profissional.

O bate-papo on-line com as funcionárias e funcionários do escritório foi mediada pela advogada Marcela Martins, que apresentou as convidadas e reforçou a importância do diálogo sobre temas tão relevantes ao universo feminino, como desigualdade e discriminação de gênero no trabalho e na sociedade.

Em pouco mais de uma hora, o assunto principal da conversa foi o mercado de trabalho para as mulheres. Por exemplo: será que ainda há espaço para o mercado de trabalho definir o que é “profissão de homem” e “profissão de mulher”?

Margarida Cantarelli não precisou falar mais de dez minutos para comprovar que a sua vida profissional subverteu esse paradigma. Ela conta que sonhava com a magistratura ainda no tempo em que os tribunais, por machismo, vetavam a participação de mulheres em concursos.

Afirmações do tipo: “aqui mulher não pode entrar” foram derrubadas pela trajetória de Margarida e de Bianka, que foram unânimes em afirmar: lugar de mulher é onde ela quiser e nenhum homem pode determinar onde ela deve estar.

Margarida Cantarelli abriu caminhos no seu campo profissional. O seu currículo é a prova disso. Ela foi a primeira desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e a primeira secretária da Casa Civil do Estado. Em 1999, tornou-se a primeira desembargadora do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). Em 2003, assumiu a presidência do Tribunal, sendo a única representante do sexo feminino a chegar a esse posto. “Tenho muito orgulho de ter sido a primeira, mas fico triste por ainda ser a única. Quem visita a galeria de ex-presidentes do Tribunal encontra apenas o meu retrato feminino. Todas as outras são fotos de homens. Gostaria que outras juízas ocupassem o mesmo espaço!”.

Durante a conversa, Margarida revelou uma curiosidade. Há 20 anos havia a ditadura das saias e vestidos. Era proibido às mulheres vestirem calça comprida nas salas de julgamento e nas dependências do Tribunal. Durante sua posse na presidência do TRF-5, ela seguiu à risca o que rezava a cartilha do figurino feminino do judiciário. Usou um vestido. Mas logo no primeiro dia de serviço, vestiu calça comprida. “No começo foi um rebuliço! Mas, gradativamente, as mulheres aderiram à minha moda, vestindo a roupa que gostavam”, comemorou a desembargadora.

Para início de conversa, a jornalista Bianka Carvalho confessou que seria a primeira vez a falar para um grupo de advogados. “Fico honrada de estar aqui, ao lado de Margarida Cantarelli”, afirmou. A repórter deixa clara uma qualidade especial que se destaca entre tantas: gerar intimidade logo no primeiro contato. É assim que acontece na televisão. E começa logo cedinho, no café da manhã, quando ela entra na casa dos pernambucanos com suas reportagens do Bom Dia Pernambuco, da Rede Globo.  “Ela nos dá aquela sensação de que é nossa amiga de longas datas”, comentou um dos participantes.

Bianka considera que há uma afirmação crescente do universo feminino em todas as áreas de atuação profissional. Mas relata que encontra situações extremas no dia a dia de trabalho. “Vibro quando me deparo com avanços significativos das mulheres, embora ainda seja confrontada com casos de violência e discriminação”.

A repórter desabafa. “Fico exasperada, com vontade de esganar um quando sinto que a pessoa tenta me enganar. Isso ocorre inúmeras vezes. Ora quando falo com um acusado de cometer feminicídio, se dizendo inocente; até entrevistando algum gestor público que alega não ser possível, durante o inverso, fazer a contenção de barreiras; e quando chega o verão, responde que fará a licitação para a obra”, comenta indignada. Nesses casos, fica evidente para o telespectador que Bianka não ficou nada satisfeita. “Sou muito transparente”, resume.

A repórter, que completa 28 anos de atuação na TV, revelou que persegue a maneira feminina de olhar as coisas, ressaltando que isso nada tem a ver com os estereótipos de sexo frágil. “A mulher tem um olhar de humanidade que, ao mesmo tempo, é muito rigoroso e cauteloso”, atesta.

Bianka faz ainda uma confissão, elogiando a colega convidada. “Eu nunca conseguiria ser uma juíza e deliberar sobre a vida das pessoas. Entre eu e a desembargadora existe um dilema: agir à sombra da lei ou praticar a neutralidade e imparcialidade”.

“Acho impossível transmitir uma informação sendo neutra e imparcial. Procuro ter opinião, mesmo que a gente tenha aprendido o contrário na faculdade. Prefiro ser uma jornalista que faz réplica e tréplica”, parodiou Bianka usando a linguagem jurídica dos advogados, que se valem dessas peças processuais para garantir o contraditório e a ampla defesa.

Foi grande a participação da plateia virtual do Ivo Barboza, que a todo momento fazia intervenções com perguntas e curiosidades sobre o trabalho e a vida das convidadas. “Uma coisa comum a vocês duas é o caráter humano em tudo o que fazem. A humanidade aplicada ao Direito, como bem contou Margarida e a humanidade posta diante de fatos da sociedade, como faz Bianka durante sua atividade jornalística”, avaliou Ivo Barboza, sócio do escritório.

Teve até quem não conseguisse disfarçar a tietagem. “Minha filha Sofia, de 11 anos, é sua fã, Bianka”, revelou o advogado da controladoria, Bruno Cavalcanti. A admiração e o respeito por Margarida Cantarelli foram evidenciados pelo advogado Jairo de Brito. “Lembro do tempo em que eu ainda era estagiário e cansava de ver o gabinete dela sempre de portas abertas, tanto para advogados renomados, quanto para os servidores mais simples do Tribunal”, falou.

A mesma visão sobre Margarida tem o sócio Gláucio Barboza. “Ela praticava o diálogo e a política do entendimento, da negociação, para tomar suas decisões e sentenciar os processos”, afirmou, felicitando a presença virtual da ex-presidente do TRF-5.

A mediadora Marcela Martins encerrou a roda de conversa agradecendo as convidadas e enaltecendo as trajetórias de vida de Margarida e Bianka, marcadas por humanismo e verdade, sendo fontes de inspiração para todas as mulheres.

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